Eu mesma.

Eu nunca quis deixar de ser aquilo que meus sorrisos diziam que eu era. Nunca quis ser nada além de eu mesma. Mas às vezes a vida te obriga a pensar, agir, viver como você não quer. De uma forma que você nunca imaginou que seria, a vida te arrasta por caminhos sem retornos, e por estradas cheias de bifurcações, e ai é sempre difícil escolher, porque você nunca vai poder saber como seria se você tivesse escolhido ir para a direita no lugar de ir para a esquerda e vice-versa, mas ai está a graça de viver, justamente o não saber o que vai acontecer, se deixar surpreender.

Nunca quis deixar a menina que brincava com bonecas lá atrás, existiu uma época em que eu não queria crescer, e também vezes que eu queria ser mais velha. Mas ai, passei por muitas idades e hoje estou aqui, sendo quem sou. Uma pessoa que é tão egoísta que prefere guardar tudo que sente pra si e esquece que seria bonito mostrar os sentimentos. Uma pessoa cheia de defeitos, que muitas vezes pensa ser a mais correta, cheia de alegria dentro do peito por sempre ter jogado fora aquilo que fazia mal. 

Hoje eu luto pra encontrar dentro de mim a melhor pessoa que eu já fui, luto para sorrir o mais sincero dos sorrisos, e torço para que meus olhos digam o que meus lábios são incapazes de dizer. Agir totalmente ao contrário faz parte dessa confusão, onde eu sei que posso ser melhor e às vezes quero ser pior. É legal parecer forte, invencível e dura. Quem não gosta?

Eu luto para mostrar nas entrelinhas, que esse lado duro é só pra permitir minha sobrevivência, como a tartaruga que se esconde dentro do casco. Eu luto pra mostrar que aqui dentro é tudo tão real, sincero, romântico, é tanto amor e sentimentos bons misturados, mas eu não consigo porque um dia eu me escondi no casco, e agora é muito difícil sair dele. 

Estou tentando, acredito e espero conseguir.